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Epistemologia heurística na tradição filosófica

Epistemologia heurística na tradição filosófica

A referência essencial para o estudo da epistemologia heurística na tradição filosófica é a lógica transcendental de Kant. Na minha tese de doutorado, defendi a interpretação segundo a qual, sob esse nome, Kant desenvolve uma semântica a priori a serviço de uma teoria de resolução de problemas teóricos, tanto científicos como filosóficos.

A interpretação proposta foi preparada por estudos anteriores que dediquei à abordagem heurística da ciência, acompanhados de exame detido de momentos importantes da história desse modo de conceber o conhecimento científico (astrônomos gregos, Osiander, Descartes).

Esse projeto de pesquisa, concebido no começo dos anos 1970, sob a in­fluência de Popper e, sobretudo, de Kuhn, apoiava-se em resultados provindos de diferentes áreas: lógica das questões, teoria formal dos algoritmos, história da ciência do ponto de vista heurístico e história da metafísica como doutrina dirigida para a especificação de condições de calculabilidade do real. Neste último ponto, foi-me decisiva a afirmação de Heidegger de que a metafísica ocidental é um tipo de saber dominado pela vontade de poder manifestada na técnica moderna. De acordo com Heidegger, não é a ciência que gera a técnica, é a vontade de poder que determina o surgimento da ciência moderna como pensamento calculador, cuja forma terminal é a cibernética. Essas ideias foram desenvolvidas em uma série de trabalhos de datas posteriores. Sendo assim, minha tese sobre Kant e esses trabalhos poderão, portanto, ser vistos como uma contribuição à história e como uma articulação desse modo de pensar a estrutura e o lugar da ciência na cultura ocidental.

• 1980

( 1 ) 6. Loparic, Z. (1980). Andreas Osiander: Prefácio ao De revolutionibus orbium coelestium de Copérnico”. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, (1), 44-61. Reeditado em duas partes em (202) e (204).
( 2 ) 8. Loparic, Z. (1980). Pierre Lucie 1978: A gênese do método científico. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, (1), 90-92. (Resenha).

• 1983

( 3 ) 12. Loparic, Z. (1983). Heurística kantiana. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, (5), 73-89.
( 4 ) 13. Loparic, Z. (1983). Sobre o conceito de pesquisa em filosofia. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, (5), 135-137.

• 1984

( 5 ) 14. Loparic, Z. (1983). Problem-Solving and Theory Structure in Mach. Studies in History and Philosophy of Science, 15(1), 23-49.  Tradução brasileira em (15).
( 6 ) 15. Loparic, Z. (1984). Resolução de problemas e estrutura de teorias em Mach. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, (6), 35-62. Tradução brasileira de (14).
( 7 ) 17. Costa, N. C. A. & Loparic, Z. (1984). Leszek Nowak: The Structure of Idealization. Studia Logica, 309-311. (Resenha). Tradução brasileira em (20).
( 8 ) 18. Costa, N. C. A. & Loparic, Z., (1984). Edmund Husserl: Studien zur Arithmetik und Geometrie. Zentralblatt für Mathematik, 10-11. (Resenha). Tradução brasileira em (21).

• 1985

( 9 ) 20. Costa, N. C. A. & Loparic, Z. (1985). Leszek Nowak: The Structure of Idealization. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, (8), 113-114. (Resenha). Tradução brasileira de (17).
( 10 ) 21. Costa, N. C. A. & Loparic, Z. (1985). Edmund Husserl: Studien zur Arithmetik und Geometrie. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, (8), 115-116. (Resenha). Tradução brasileira de (18).

• 1988

( 11 ) 25. Loparic, Z. (1988). System-Problems in Kant. Synthese, 74(1), 107-140.
( 12 ) 26. Loparic, Z. (1988). A propos du cartésianisme gris de Marion. Manuscrito, 11(2), 129-133. Traduzido em (95).
( 13 ) 27. Loparic, Z. (1988). A filosofia analítica. Folha de São Paulo, Folhetim pp. 10-12, 27/08/1988. Reeditado em (38).
( 14 ) 28. Loparic, Z. (1988). Kant e o ceticismo. Manuscrito, 11(2), 67-83.

• 1989

( 15 ) 30. Loparic, Z. (1989). Paradigmas cartesianos. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, série 2, 1(2), 185-212. Reeditado em (95).

• 1990

( 16 ) 38. Loparic, Z. (1990). Kant e a filosofia analítica. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, série 2, 2(1), 27-32. Reedição de (27).
( 17 ) 39. Loparic, Z. (1990). The Logical Structure of the First Antinomy. Kant-Studien, 81(3), 280-303.

• 1991

( 18 ) 49. Loparic, Z. (1991). Sobre o método de Descartes. Manuscrito, 14(2), 93-112. Reeditado em (95).
( 19 ) 50. Loparic, Z. (1991). Kant on Indirect Proofs. O que nos faz pensar, (4), 56-60.
( 20 ) 54. Loparic, Z. (1991). Kant’s Philosophical Method (I). Synthesis Philosophica, 6(2), 467-483.

• 1992

( 21 ) 64. Loparic, Z. (1992). Kant’s Philosophical Method (II). Synthesis Philosophica, 7(1), 361-381.  Tradução croata em (65).

• 1993

( 22 ) 65. Loparic, Z. (1993). Kantova filozofska metoda (II). Filozofska istrazivanja, 13(2), 397-415.  Tradução croata de (64).

• 2008

( 23 ) 194. Loparic, Z. (2008). Apresentação. In L. Fulgencio. O método especulativo em Freud, (pp. 9-15). São Paulo: Educ.

• 2009

( 24 ) 208. Loparic, Z. (2009). On the Unavoidable Tasks of Pure Reason. Kant e-Prints, 3(2), 193-209.