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XXVI COLÓQUIO WINNICOTT INTERNACIONAL: O FEMININO E O MASCULINO

Apresentação

Amplamente debatido por Winnicott à sua época, o tema do Feminino e do Masculino continua polêmico, talvez mais, tendo em vista alguns novos sentidos e demandas que a ele se acrescentaram. O que está em debate neste colóquio são as proposições de Winnicott a respeito do assunto. Como pano de fundo, Winnicott parte de três premissas: a) a ideia de que homens e mulheres não são exatamente iguais; b) a de que cada mulher tem um componente masculino e cada homem tem um componente feminino; c) e que é preciso uma base para elaborar uma descrição das semelhanças e das diferenças entre os sexos.

Como em vários outros aspectos da natureza humana, também no que se refere à constituição da identidade de gênero, Winnicott remete às origens e vincula o início da identidade de gênero: a) à fantasia e, mais propriamente, à elaboração imaginativa do corpo. b) ao entorno ambiental: a situação do menino ou da menina numa dada família; c) às influências do acaso. Mais originalmente ainda, a pergunta que deve guiar a pesquisa é: como é que um bebê se entende com seu próprio corpo? A resposta deve levar em conta: a) o bebê vai se apropriando de seu corpo, sobretudo nos momentos de excitação e b) o que ali é vivido e experienciado depende da atitude dos pais em relação a todos esses fenômenos naturais. Segundo o autor, uma enorme sofisticação envolve a formação paulatina da identidade de gênero, desde os fenômenos mais básicos até os mais complexos: hereditariedade, o manejo que foi propiciado à criança, a elaboração imaginativa, a expectativa dos pais, a preservação, ou não, do impulso criativo na criança, a capacidade ou não para a identificação cruzada, o sentido de contribuição que o indivíduo deve dar à família etc.

Inscrições

*Haverá certificado de participação

VALORES
modalidade online:
Filiados IBPW: R$ 130,00
Estudantes: R$ 170,00
Profissionais: R$ 220,00

Preencha o formulário abaixo, com o seu nome completo, para se inscrever.

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As transmissões online são realizadas via ZOOM.
O Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana, não se responsabiliza por eventuais problemas ou dificuldades técnicas do inscrito no momento da transmissão online.

Política de cancelamento de inscrição em eventos
1. O prazo máximo para cancelamento de participação é de até 07 (sete) dias de antecedência do evento.
2. A inscrição no evento somente será cancelada mediante envio de comunicação para o e-mail: admin@ibpw.org.br
3. Serão devolvidos 80% (oitenta por cento) do valor pago, até o último dia útil subsequente ao mês de realização do evento.
4. A inscrição é PESSOAL e INTRANSFERÍVEL.
5. Em caso de não comparecimento no dia do evento o valor investido na inscrição não será reembolsado, não será gerado crédito para outros eventos e não dará direito ao envio de materiais que possam vir a ser entregues no curso.

 

Programação

Sexta-feira, 14 de outubro de 2022 das 15h00 às 20h30

14h45 | Abertura – Prof. Zeljko Loparic e Claudia Dias Rosa

15h00 | Conferência

Palestrante: Conceição Serralha

Título: A possibilidade de um ambiente facilitador nas novas configurações familiares

Resumo: Diante das novas configurações familiares que têm se estabelecido em nossa sociedade, o questionamento mais frequente tem sido se seria possível a constituição de um ambiente facilitador em uma configuração familiar não tradicional. Nesta conferência, pretendo discutir a teoria dos elementos feminino puro e masculino puro de Winnicott, dentro da teoria do amadurecimento humano, que nos permite uma crença nesse ambiente sob qualquer conformação, desde que haja a presença desses elementos suficientemente integrados no tempo em cada membro componente.  Isso nos mostra a atemporalidade da teoria do amadurecimento capaz de nos auxiliar em qualquer tempo e cultura.

Moderadora: Roseana Moraes Garcia

16h00 | Mesa-redonda

Palestrante 1: Vera Laurentiis

Título: As várias faces do feminino e o tornar-se mulher em Winnicott

Resumo: Sob o pano de fundo do caminho sem garantias que cada ser humano percorre, da condição de absoluta dependência de um ambiente cuidador à condição de relativa independência até a interdependência, Winnicott discutiu, em sua obra, detalhes da constituição de uma identidade unitária, conquista intimamente ligada às experiências corpóreas primitivas, tranquilas e excitadas, e aos processos de identificação. No âmbito desse amplo espectro de fenômenos primitivos, usarei ideias e conceitos centrais da obra de Winnicott como a bissexualidade inerente ao humano, elaboração imaginativa das partes e funções corpóreas, identificação primária, identificação cruzada etc, para 1) fazer um breve levantamento sobre os modos como o autor discute o tema do feminino – no homem e/ou na mulher; 2) explicitar, a partir de Winnicott – que se diferencia das psicanálises que concebem a mulher como um espelho negativo do falo – o modo como um bebê de corpo biológico feminino se transfigura numa menina, em termos instintuais e identitários, à medida que avança em seu amadurecimento.

Palestrante 2: Alice Busnardo

Título: Elementos femininos e masculinos em homens e mulheres: a importância da identificação primária

Moderadora: Daniela Céspedes Guizzo

17h00 | Mesa-redonda

Palestrante 1: Danit Pondé

Título: A mãe que é e a mãe que faz

Resumo: A reflexão sobre a ideia central de Winnicott sobre o elemento feminino e elemento masculino puros nos leva a refletir sobre os impactos dos modos maternais e respectivamente do analista no que se refere aos cuidados ao bebe/paciente. Mais um ponto em que a teoria winnicottiana instrumentaliza a clínica, como será ilustrado.

Palestrante 2: Alfredo Naffah

Título: “A construção de um falso-si mesmo transgênero como resposta a um desejo inconsciente materno: um estudo de caso”.

Resumo: A referida palestra realiza uma releitura winnicottiana do caso descrito no livro: Pereira França, Cassandra. Nem sapo, nem princesa – terror e fascínio pelo feminino, São Paulo, Blucher, 2017. Trata-se de um menino de 4 anos e 7 meses com características transgêneras, vestindo-se com as roupas da mãe, brincando com bonecas e levado à análise em função disso. A analista descobre, por meio das entrevistas parentais, que ele assim procede para realizar um desejo inconsciente da mãe de que fosse uma menina, mas a orientação kleiniana da analista não lhe fornece instrumentais teóricos para levar essa descoberta às últimas consequências. É o que a palestra pretende desenvolver, evidenciando que o caráter transgênero do menino é um falso si mesmo patológico, produzido para realizar o desejo materno (a fim de ser aceito e amado) e evidencia a formação de um elemento feminino puro cindido do restante da personalidade. A palestra pretende colocar em discussão a temática atual dos indivíduos transgêneros.

Moderadora: Gabriela Bruno Galván

18h00 | Intervalo 

18h30 | Supervisão Pública

Supervisora: Conceição Serralha

Supervisionanda:  Marília Vilalva

Moderadora: Claudia Dias Rosa

20h30 | Encerramento

Sábado, 15 de outubro de 2022 das 08h45 às 12h15

08h45 | Abertura – Claudia Dias Rosa

09h00 | Mesa-redonda

Palestrante 1: Julieta Bareiro

Palestrante 2: Maria do Rosário

Título: “Sobre a integração do feminino”

Moderadora: Ilana Delgado Rabeh

10h00 | Mesa Redonda

Palestrante 1: Roberto Cooper

Título: A exploração do corpo pela criança e a cultura

Resumo: Nesta apresentação vamos abordar a exploração do corpo pela criança e as diferentes reações dos pais, como percebidas por um pediatra. Pais se comportam de forma igual quando a exploração do corpo é feita por um menino ou uma menina? Se não é igual, como se manifestam essas diferenças e até que ponto são uma consequência de uma cultura machista? Ficará em aberto a pergunta: até que ponto a atitude dos pais pode ou não contribuir para o desenvolvimento de uma saúde sexual?

Palestrante 2: Ricardo Telles

Título: Sobre o desenvolvimento dos alicerces da identidade sexual masculina no menino

Resumo: É peculiar a maneira como Winnicott redescreve o complexo de Édipo. Para o autor, a situação edípica consiste num estágio, relativamente sofisticado, do processo de amadurecimento saudável do indivíduo humano. Tendo em vista esta teoria, o meu propósito na palestra é explicitar, brevemente, como Winnicott pensa o desenvolvimento dos alicerces da identidade sexual masculina no menino.

Moderadora: Claudia Dias Rosa Debate

11h00 | Intervalo

11h15 | Conferência

Palestrante: Thanassis Hatzopoulos

Título: Cross-identifications and dissociated mourning (Identificações cruzadas e luto dissociado)

Resumo: “Some boys and girls are doomed to grow up with a lop-sided bisexuality, loaded on the wrong side of their biological provision”. D. W. Winnicott presented quite early on [1966] issues which involved the dissociation of the psyche and the body, in reference to sexual identity and its possible repercussions.  Guided by all he writes in ‘Playing and reality’ [chapters 5, 6 and 10] we shall endeavour to show how the dissociation of mourning procedures over cross-identification in certain clinical cases leads to mental and existential impasse which could, in turn, result in madness and death.

(“Certos meninos e meninas estão fadados a crescerem com uma sexualidade assimétrica, mais carregada no lado errado de sua provisão biológica.” D. W. Winnicott desde muito cedo, em [1966], apresentou suas ideias relativas a questões que envolviam a dissociação entre corpo e psyque e suas possíveis repercussões, com referência à identidade sexual. Orientados por tudo que o autor escreveu em “O Brincar e a Realidade” [capítulos 5, 6 e 10] procuraremos mostrar como a dissociação dos processos de luto sobre a identificação cruzada, em alguns casos clínicos, leva a um impasse/bloqueio existencial e mental que pode, por sua vez, resultar em loucura e morte.)

Moderadora: Danit Pondé

12h15 | Encerramento

Expositores

 

Alfredo Naffah Neto é psicanalista, mestre em filosofia pela USP, doutor em psicologia clínica pela PUC-SP, onde trabalha como professor titular no Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica. Além disso, é professor e supervisor do IBPW e da IWA. Em consultório, pratica psicanálise, psicoterapia de casal e de família. Atualmente, desenvolve pesquisas comparando diferentes linhagens psicanalíticas e suas práticas clínicas, tendo Winnicott como autor central, de referência. Seu último livro publicado é: Almeida, A. P. & Naffah Neto, A. (orgs). Perto das Trevas – a depressão em seis perspectivas psicanalíticas, São Paulo, Blucher, 2022.

Alice Busnardo é Psicóloga pela Universidade de São Paulo (1999), mestrado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (2007), doutorado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2012) e pós-doutorado em Filosofia na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atua como psicanalista no atendimento de crianças, adolescentes e adultos, segundo orientação winnicottiana, desde 2000. É filiada à Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana (SBPW) e docente do Curso de Formação em Psicanálise Winnicottiana do Instituto de Psicanálise Winnicottiana (IBPW).

Danit Pondé é Psicóloga, Especialista em Psicologia Hospitalar, Psicanalista, Doutora em filosofia da psicanálise (UNICAMP), professora e supervisora do IBPW, membro da IWA, coordenadora de pesquisa do contemporâneo LABÔ/PUC-SP, autora de “O conceito de medo em Winnicott” (DWWe), “O cinema no divã”, ed. Leya.

Ricardo Telles é Psicanalista; Pós-Doutorado em Psicologia Clínica (PUC-SP); Docente do Curso de Formação Winnicottiana (IBPW); Docente do Curso de Formação em Psicanálise (CEP); Membro da SBPW e da IWA; Membro Pesquisador da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental.

Roberto Cooper é Pediatra, Mestre em Saúde da Família- UNESA, professor do curso de medicina da UNESA.

Thanassis Hatzopoulos é Psiquiatra Infantil e Psicanalista de crianças, adolescentes e adultos. É membro da Société de Psychanalyse Freudienne [SPF] e da International Winnicott Association [IWA]. Fez a tradução de vários artigos de Winnicott para o Grego e conduziu um seminário mensal em Atenas, ao longo de dez anos, sobre a clínica Winnicottiana.

Vera Regina Ferraz de Laurentiis é psicóloga e mestre em psicologia clínica pela PUC-SP. Psicanalista pela SBPW, atende em consultório particular e atua como professora e supervisora do Instituto Winnicott de São Paulo e no Sino-brazilian international Training Program em Beijing pela IWA (International Winnicottian Association). Escreveu o livro “Corpo e Psicossomática em Winnicott” e artigos.

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