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XXV COLÓQUIO WINNICOTT INTERNACIONAL

O XXV Colóquio Winnicott Internacional será dedicado ao tema: “Casos clínicos de Winnicott: sua estrutura e seus usos”. Não se propõe simplesmente analisar, por mais instrutivo que seja, o material clínico apresentado por Winnicott nos relatos de seus inúmeros casos. O objetivo principal é o estudo da estrutura dos casos clínicos de Winnicott, isto é, o conjunto de ideias-guia empregadas por ele na elaboração de seus relatos, e explicitar seus usos. O exame comparativo desses relatos revela que Winnicott tem em vista os seguintes pontos: 1) o lugar de cada caso na sua obra, 2) a apresentação do caso, 3) o ambiente familiar e social em geral, 4) as figuras do ambiente, 5) o paciente e seus sintomas, 6) o diagnóstico, 7) a etiologia, 8) o tipo de setting ou settings terapêuticos, 9) o tipo de terapeuta ou terapeutas, 10) o relacionamento terapêutico (da parte do paciente e do terapeuta), 11) os procedimentos de tratamento, 12) dinâmica e etapas do processo terapêutico, 13) os resultados terapêuticos (parciais, final), 13) o resumo do caso, 14) os resultados teóricos e 15) o acompanhamento posterior. Os casos assim articulados, embora nem todos com a mesma riqueza de itens estruturais e de detalhes conceituais, são usados por Winnicott para exemplificar variedades de problemas clínicos maturacionais, ilustrar pontos principais da teoria do amadurecimento (seus períodos e estágios), da patologia maturacional (em particular, os conceitos de diagnóstico e de etiologia maturacional) e da terapia maturacional (o contexto e o percurso do tratamento). Os objetivos gerais de Winnicott são explicitar a base experiencial de suas teorias e atuações clínicas e facilitar o uso dos casos no ensino, na pesquisa e no tratamento. Esses são os tópicos propostos para serem estudados e aprofundados no presente colóquio.

 

XXV Colóquio Winnicott Internacional
Casos Clínicos de Winnicott:
Sua estrutura e seus usos
07 e 08 de  Maio de 2021

Sexta-feira, 07 de maio de 2021 | das 15h00 às 21h00
15h00 | ABERTURA 
15h15 | CONFERÊNCIA
Zeljko Loparic (IBPW/IWA) 
Estrutura e usos dos casos clínicos de Winnicott
moderadora: Daniela Céspedes Guizzo 
16h15 | INTERVALO
16h30 | MESA – REDONDA
Ariadne Alvarenga Moraes (IBPW/IWA)
Caso Jane: uma jovem na adolescência,
ou um caso de distorção da adolescência por imaturidade emocional
Ricardo Telles de Deus (CEP/IBPW/IWA)
O Grito: um caso de distúrbio psicossomático
moderadora: Daniela Céspedes Guizzo
17h30 | MESA – REDONDA
 Danit Zeava Falbel Pondé  (IBPW/IWA)
A Clínica dos sentimentos no caso da moça que fantasiava
Flávio Del Matto Faria (IBPW/IWA)
Suicídio e a teoria do amadurecimento 
moderadora: Cláudia Dias Rosa
18h30 | INTERVALO
19:00 | SUPERVISÃO PÚBLICA
Supervisora:  Roseana Moraes Garcia (IBPW/IWA)
Supervisionanda: Sofia Serôdio (IBPW/IWA)
moderadora: Caroline Vasconcelos Ribeiro
21h00 | ENCERRAMENTO
Sábado, 08 de maio de 2021 | das 08h45 às 12h00
08h45 | ABERTURA
09h00 | MESA-REDONDA
Vera Laurentiis (IBPW/IWA)
A mulher das joias e a incapacidade de se colocar no lugar do outro
Daniela Céspedes Guizzo  (IBPW/IWA)
O Caso Mark e a loucura da mãe como fator estranho ao ego
moderadora: Roseana Moraes Garcia
10h00 | CONFERÊNCIA 

Cláudia Dias Rosa (IBPW/IWA) e Z. Loparic (IBPW/IWA)

O caso Patrick: sua estrutura e seus usos
moderadora: Roseana Moraes Garcia
11h00 | LANÇAMENTO DO LIVRO: AS COMPETÊNCIAS DO TERAPEUTA WINNICOTTIANO,
ELSA OLIVEIRA DIAS
11h15 | INTERVALO 
11h30 | CONFERÊNCIA 
Veronika Garms (Itália)
The experience to exist “without losing face”
moderadora: Danit Zeava Falbel Pondé
12h30 | ENCERRAMENTO
Ariadne Alvarenga Moraes (IBPW/IWA)
Psicóloga Clínica, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana (SBPW). Professora do curso de formação de psicanalistas do Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (IBPW). Foi professora no curso de Psicologia das universidades UNIP/Objetivo e Universidade Mackenzie. Autora do livro Depressão na obra de Winnicott. Atende em consultório particular desde 1986.
Caso Jane: uma jovem na adolescência, ou um caso de distorção da adolescência por imaturidade emocional
O objetivo de Winnicott ao apresentar esse caso foi o de ilustrar o desafio e a dificuldade de se fazer o diagnóstico e o atendimento de pacientes adolescentes. Defensor da ideia de que a “adolescência é o estágio de tornar-se adulto através do crescimento emocional”, mas, também ciente, de que muitos púberes passam por essa fase “sem experienciarem a adolescência e sem chegarem à maturidade emocional”, ele reconhece o dilema dos analistas que atendem pacientes nessa fase de amadurecimento. Como ele mesmo diz: “está-se vendo um rapaz ou uma moça saudáveis que se acham passando pelas dores da adolescência ou uma pessoa que acontece estar enferma, psiquiatricamente falando, na idade da puberdade. Está-se vendo a adolescência, ou uma parada ou distorção da adolescência que é devida a doença”. Nesse caso, por meio do relato de duas entrevistas terapêuticas, Winnicott apresenta as hipóteses de diagnóstico e as intervenções realizadas, ao atender uma jovem de 17 anos.
Claudia Dias Rosa (IBPW/IWA)
Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP com a tese “As falhas paternas em Winnicott” orientada pelo professor Dr. Zeljko Loparic, analista didata do Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (IBPW), membro da IWA e do IBPW, professora e supervisora do curso de formação Winnicottiana e do curso de introdução à clínica winnicottiana desse mesmo Instituto.
O caso Patrick: sua estrutura e seus usos
O caso Patrick pode ser considerado um exemplar paradigmático do que Winnicott denominou análise modificada. O caso mostra aspectos relevantes desse novo modelo terapêutico ao ilustrar um atendimento clínico baseado na teoria da psiquiatria infantil, na terapia por demanda e nas consultas terapêuticas. Como se verá, esse tratamento não se orienta pela teoria do desenvolvimento da sexualidade e sim por uma teoria que envolve os dilemas do existir para alcançar a integração pessoal e do continuar a existir  a partir dessa base.  A prática clínica que dá respaldo a essa teoria é, primordialmente, o manejo e as interpretações, quando realizadas, têm o objetivo principal de fornecer um sentido maturacional às dificuldades e aos sintomas que o paciente traz para o psiquiatra infantil e não o de decifrar o inconsciente reprimido, ao modo da psicanálise tradicional.
Daniela Cespedes Guizzo (IBPW/IWA)
Psicóloga (UCDB – MS), Doutora pela PUC-SP com a tese “O caso Piggle e as depressões infantis na psicanálise winnicottiana”, Psicanalista (IBPW/IWA), Professora Credenciada (IBPW). Analisa e supervisora em consultório particular.
O Caso Mark e a loucura da mãe como fator estranho ao ego 
Esta palestra tem por objetivo apresentar o caso de um menino de 6 anos atendido por Winnicott em uma entrevista terapêutica. O relato deste caso escrito pelo autor em um artigo de 1969 é precioso por conter uma linearidade que favorece muito o entendimento da teoria do amadurecimento especialmente no que se refere ao manejo específico para o atendimento de uma criança. Winnicott apresentou sequencialmente e precisamente 1 – os sintomas acometidos pela criança, 2 – os fatores etiológicos associados ao adoecimento da mãe, 3 – o manejo detalhado da sessão com a apresentação dos desenhos e da comunicação com a criança e 4 – os resultados obtidos no final de sessão e o retorno posterior da família e da escola.
Danit Zeava Falbel Pondé (IBPW/IWA)
Psicóloga, Especialista em Psicologia Hospitalar, Psicanalista, Doutora em filosofia da psicanálise (UNICAMP), professora e supervisora do IBPW, membro da IWA, coordenadora de pesquisa do contemporâneo LABÔ/PUC-SP, autora de “O conceito de medo em Winnicott” (DWWe), “O cinema no divã”, ed. Leya.
A Clínica dos sentimentos no caso da moça que fantasiava
Winnicott é um facilitador na integração de sua perspectiva teórica-clínica provendo em seus relatos uma estrutura que permite acompanhar a sintomatologia e fazer associações com a teoria do amadurecimento emocional. Do caso da moça que fantasiava apreende-se esta sistematização essencial para o uso clínico. A clínica dos sentimentos abarca os sentimentos participantes no diagnóstico e nas experiências no setting entre paciente e analista.
Flávio Del Matto Faria (IBPW/IWA)
Doutor e Mestre em Psicologia Clínica – PUC/SP. Especialista em psicanálise de adolescentes pelo Instituto Sedes Sapientiae. Especialista em psicologia clínica. Professor Pleno e Supervisor Clínico do IBPW. Coordenador Geral do Serviço de Atendimento Psicanalítico do IBPW. Psicanalista – consultório particular. 
Suicídio e a teoria do amadurecimento
O caso da moça que sonhou com a tartaruga  situa-se, na obra de Winnicott, em um momento em que o autor aprofundava seus estudos  sobre a dependência  do paciente na relação psicanalítica e ilustra   a importância do setting e das características do analista winnicottiano que, para dar provimento às necessidades do tipo de paciente apresentado, deve ser capaz de utilizar a interpretação e o manejo. No caso aqui apresentado o risco de suicídio se tornou evidente quando a paciente contou ao analista um sonho  que se relacionava ao sentimento de fragilidade e desamparo da mesma devido a uma viagem que Winnicott precisou fazer durante o período inicial de análise.
Ricardo Telles de Deus (CEP/IBPW/IWA)
Psicanalista; Pós-doutorando em Psicologia Clínica (PUC-SP); Docente do Curso de Formação Winnicottiana do IBPW; Docente do Curso de Formação em Psicanálise do CEP; Membro do IBPW e da IWA; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental.
O Grito: um caso de distúrbio psicossomático
Em Nota adicional sobre distúrbio psicossomático Winnicott relata o caso de uma paciente adulta que, no âmbito de sua análise, manifesta um distúrbio psicossomático. Interessa-me assinalar, na palestra, o modo como o autor compreende a etiologia do distúrbio dessa pessoa, à luz de sua teoria acerca do processo de maturação. Com base nisto, enfatizarei também a maneira pela qual a paciente, no interior da transferência analítica, recupera a capacidade de gritar com esperança, e a extraordinária importância deste acontecimento, em termos terapêuticos.
Roseana Moraes Garcia (IBPW/IWA)
Analista didata do IBPW, doutora e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, especialista em Saúde Mental na Infância pela FCM-UNICAMP, professora e supervisora dos cursos de formação do IBPW e da IWA. 
Sofia Serôdio (IBPW/IWA)
Graduada em Psicologia e Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde, pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.
Formação em Psicoterapia Psicanalítica pela Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica de Lisboa.
Cursando Formação em Psicanálise Winnicottiana pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana pelo IBPW.
Vera Laurentiis (IBPW/IWA)
Psicóloga e mestre em psicologia clínica pela PUC-SP. Psicanalista pela SBPW e professora e supervisora nos Cursos de Formação em Psicanálise Winnicottiana nos Centros Winnicott de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas e no Sino-brazilian international Training Program em Beijing pela IWA (International Winnicottian Association). Escreveu o livro “Corpo e Psicossomática em Winnicott” e artigos.
A mulher das joias e a incapacidade de se colocar no lugar do outro
No contexto da busca de entendimento de fenômenos que pertencem a um momento anterior à consolidação do eu e conquista de capacidades inter-relacionais mais avançadas na jornada do amadurecimento pessoal, Winnicott explicita, de forma breve, trechos da análise do caso da mulher das joias, com foco no tema da ausência da capacidade de identificações cruzadas – ou de se colocar no lugar do outro. Um tema valioso, que ilumina não só aspectos da clínica atual, mas também de dificuldades de convivência social no mundo contemporâneo.
Veronika Garms (Itália)
Dra. Veronika Garms, Psicoterapeuta Psicanalítica.
Membro Ordinário de S.I.Ps.I.A. (Sociedade Italiana de Psicoterapia Psicanalítica para crianças e adolescentes) e E.F.P.P (Federação Europeia de Psicoterapia Psicanalítica). Membro fundador e vice-presidente da “P.M.A. – Ponte per una Maternità Attesa”, associação que oferece apoio psicológico durante a gravidez e após o parto a mulheres e casais que recorrem ao I.V.F.
The experience to exist “without losing face”
This paper wishes to establish a dialogue between two of Winnicott’s clinical cases in Playing and Reality, and my psychotherapeutic experience with a severely traumatized woman, who feels to have “no face” and who seems never to have existed “without losing face”. 
Winnicott’s unique way of proceeding in writing his clinical cases helps us to develop new capacities in listening to the patient’s verbal and non-verbal communications and to his/her different modes of being in the therapeutic relationship. In our experience with traumatized patients we risk to get stuck in the dialectic of active-passive and the related defense mechanisms, whereas Winnicott leads us to consider the deeper and more fundamental issues of the mutilation and annihilation of the self, as well as the importance of the patient’s own time to which the analyst has to adapt, so that it can become for him a subjective experience, and the basis for being instead of doing in the therapeutic relationship. In this framework also the dream of my patient will be seen as an experience, which can have a deeply therapeutic value.
Z. Loparic (IBPW/IWA)
Professor titular aposentado da Unicamp. É autor de “Sobre a responsabilidade” (2003) e “Winnicott e Jung” (2014), entre outros livros. Em 2015, fundou, com Elsa O. Dias, o Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (IBPW). 
Estrutura e usos dos casos clínicos de Winnicott
O XXV Colóquio Winnicott Internacional será dedicado ao tema: “Casos clínicos de Winnicott: sua estrutura e seus usos”. Não se propõe simplesmente analisar, por mais instrutivo que seja, o material clínico apresentado por Winnicott nos relatos de seus inúmeros casos. O objetivo principal é o estudo da estrutura dos casos clínicos de Winnicott, isto é, o conjunto de ideias-guia empregadas por ele na elaboração de seus relatos, e explicitar seus usos. O exame comparativo desses relatos revela que Winnicott tem em vista os seguintes pontos: 1) o lugar de cada caso na sua obra, 2) a apresentação do caso, 3) o ambiente familiar e social em geral, 4) as figuras do ambiente, 5) o paciente e seus sintomas, 6) o diagnóstico, 7) a etiologia, 8) o tipo de setting ou settings terapêuticos, 9) o tipo de terapeuta ou terapeutas, 10) o relacionamento terapêutico (da parte do paciente e do terapeuta), 11) os procedimentos de tratamento, 12) dinâmica e etapas do processo terapêutico, 13) os resultados terapêuticos (parciais, final), 13) o resumo do caso, 14) os resultados teóricos e 15) o acompanhamento posterior. Os casos assim articulados, embora nem todos com a mesma riqueza de itens estruturais e de detalhes conceituais, são usados por Winnicott para exemplificar variedades de problemas clínicos maturacionais, ilustrar pontos principais da teoria do amadurecimento (seus períodos e estágios), da patologia maturacional (em particular, os conceitos de diagnóstico e de etiologia maturacional) e da terapia maturacional (o contexto e o percurso do tratamento). Os objetivos gerais de Winnicott são explicitar a base experiencial de suas teorias e atuações clínicas e facilitar o uso dos casos no ensino, na pesquisa e no tratamento. Esses são os tópicos propostos para serem estudados e aprofundados no presente colóquio.

INSCRIÇÕES ENCERRADAS
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O evento será transmitido pela plataforma zoom.

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