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XV COLÓQUIO WINNICOTT DE CAMPINAS: VARIEDADES DA CLÍNICA WINNICOTTIANA

XV COLÓQUIO WINNICOTT DE CAMPINAS: VARIEDADES DA CLÍNICA WINNICOTTIANA
27 de novembro de 2021, das 9h45 às 16h30
APRESENTAÇÃO
Winnicott atuou como terapeuta em quatro áreas: pediatria, psiquiatria infantil, psicanálise e serviço social, tendo deixado, em sua obra, um material rico e abundante relativo às suas atividades profissionais e resultados em cada uma delas. Não menos importantes são as lições que ele aprendeu ao cuidar de seus pacientes que, como ele diz, pagaram para lhe ensinar. Esses pacientes precisavam de cuidados que não podiam ser oferecidos usando os procedimentos tradicionais, ou eram desaconselhados e mesmo proibidos. As terapias médicas tradicionais do seu tempo, Winnicott constatou, estavam em crise. Diante disso, ele usou os ensinamentos de seus pacientes para transformar, em muitos pontos de forma revolucionária, os procedimentos clínicos nas áreas mencionadas e propor novos paradigmas para a resolução de problemas de saúde.
Z. Loparic
PROGRAMAÇÃO
09h45 | Abertura 
                Luciana Sarcozy (IBPW/IWA)
Palestra 1
Mediadora: Sofia Serôdio
10h00  | Winnicott clínico: sua carreira e seus projetos revolucionários
Z. Loparic (IBPW/IWA/UNICAMP)
Palestra 2
Mediadora: Sofia Serôdio
10h30  | Clínica Pediátrica de Winnicott
Roberto Cooper (Universidade Estácio de Sá)
 11h20 | Intervalo 
Palestra 3
Mediador: Érico Humberto Nunez
11h40 | Manejo x Interpretação na clínica de nosso tempo 
Conceição Serralha (IBPW/IWA/UFTM)
12h30 | Almoço
13h30 | Comunicações 
Mediador: Érico Humberto Nunez
As especificidades da escuta psicanalítica com idosos: a esperança em foco
Carolina Mourão Franco de Sá Barros  (USP)
Ivonise Fernandes da Motta (USP)
14h | Mesa 1: Casos clínicos 
Mediador: Renan Alberto Lemos de Andrade
Momentos Clínicos: contratransferência e manejo
Vera de Laurentiis (IBPW/IWA)
O manejo e a clínica do suicídio na teoria de D.W. Winnicott 
Flávio Del Matto Faria  (IBPW/IWA)
15h | Intervalo
15h30 | Mesa 2: Casos clínicos 
Mediador: Breno Carneiro de Menezes
Uma paciente em busca de permanência e estabilidade
Saulo Cunha (IBPW/IWA)
A orientação winnicottiana na atuação em serviço público de psicologia
Maria José Ribeiro (IBPW/IWA)
16h30 | Encerramento 
Manejo x Interpretação na clínica de nosso tempo
Em conversas informais entre psicoterapeutas, o que se houve frequentemente é a gravidade com a qual estão chegando os casos na clínica. Embora a tentativa seja sempre de compreender o que está levando a essa gravidade, pouco se tem discutido acerca de como tratar esses casos. Em seu tempo, mais do que mostrar a ineficácia da interpretação psicanalítica, Winnicott já apontava a importância do manejo, que não necessariamente encontra-se na psicoterapia, mas em tudo o que o caso necessita. Nesta conferência, pretendo discutir o manejo exigido nesses casos que, embora não possa ser reconhecido como psicanalítico, para ser realizado há necessidade de uma compreensão psicanalítica.
Conceição Aparecida Serralha (IBPW/IWA/UFTM)
Doutora em Psicologia Clínica. Possui doutorado e mestrado em Psicologia (Psicologia Clínica) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2007; 2002). Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Intervenção Terapêutica, atuando principalmente nos seguintes temas: Winnicott, psicanálise, ambiente humano, autismo infantil e amadurecimento humano. Professora Associada da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFTM (PPGP-UFTM). Membro do Departamento de Psicologia, que compõe o Instituto de Educação, Letras, Artes, Ciências Humanas e Sociais – IELACHS.Psicanalista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana – SBPW, filiada à International Winnicott Association – IWA . Membro do Grupo de Pesquisa em Filosofia e Práticas Psicoterápicas- GrupoFPP e líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Psicanálise da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – GEPPSE.

O manejo e a clínica do suicídio na teoria de D.W. Winnicott 
Na teoria de D. W. Winnicott a noção de manejo torna-se essencial para a clínica de casos difíceis, notadamente, naqueles em que o risco de suicídio está presente. Apesar de não ter escrito um texto específico sobre esse tema, sua teoria oferece recursos importantes ao clínico que esteja envolvido com esse tipo de caso. São apresentadas algumas vinhetas extraídas da clínica de Winnicott e do próprio autor para ilustrar o uso do conceito de manejo.
Flávio Del Matto Faria (IBPW/IWA)
Doutor e Mestre em Psicologia Clínica – PUC/SP. Especialista em psicanálise de adolescentes pelo Instituto Sedes Sapientiae. Especialista em psicologia clínica. Professor Pleno e Supervisor Clínico do IBPW. Coordenador Geral do Serviço de Atendimento Psicanalítico do IBPW. Psicanalista – consultório particular.

Luciana Sarkozy (IBPW/IWA)
Psicanalista, mestre em psicologia social pela Benedictine University em Illinois, Estados Unidos. Formada em psicanálise pelo Centro de Estudos Psicanalíticos – CEP, São Paulo e pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana. Atua em consultório particular como psicanalista winnicottiana. Anteriormente, formada pela Fundação Getúlio Vargas, professora por 7 anos da graduação da FGV e sócia de empresa de recursos humanos especializada em desenvolvimento de executivos e coaching.

A orientação winnicottiana na atuação em serviço público de psicologia
Relato uma experiência de atuação realizada na clínica-escola de psicologia, vinculada ao SUS, de uma universidade federal, inserida num projeto de extensão universitária. Destaco aqui o caso de dois irmãos, de 7 anos, encaminhados pela escola devido a comportamentos indisciplinados nunca vistos, que haviam permanecido em abrigos designados pela Vara da Infância e da Juventude e devolvidos à família de origem, extremamente prejudicada por um sistema jurídico arbitrário. O trabalho clínico com a mãe e os filhos fundamentou-se na teoria de Winnicott e inspirou uma proposta ações terapêuticas integradas no interior da própria clínica-escola, que envolveu desde os recepcionistas até educadores. Aliado a isso, trabalhou-se com a família, os profissionais da Vara da Infância e da Juventude e com os profissionais das instituições educacionais que as crianças frequentaram. A teoria do amadurecimento emocional humano, postulada por D. W. Winnicott com conceitos relativos ao ambiente facilitador, às falhas ambientais – seu impacto na saúde humana, e o papel das instituições dentro de sua obra nortearam a elaboração de um trabalho clínico, inserido em outras práticas terapêuticas, que possibilitaram sustentar um trabalho ao longo de 6 anos, com a participação alternada de 10 estagiários em psicologia, além de diversos profissionais e com resultados no crescimento dessa família difíceis de conseguir sem uma sustentação como a fornecida pela psicanálise winnicottiana.
Maria José Ribeiro (IBPW/IWA/UFU)
Professora da Universidade Federal de Uberlândia e colaboradora do Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana, Mestre em Educação pela Unicamp, Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP, com atuação no campo da saúde psíquica e educação.

Clínica Pediátrica de Winnicott
Roberto Cooper (Universidade Estácio de Sá)
Pediatra, Mestre em Saúde da Família- UNESA, professor do curso de medicina da UNESA.

Momentos Clínicos: contratransferência e manejo
Com base em fragmentos escolhidos da clínica de Winnicott, e também da minha, proponho pensar o modo como certos fenômenos chamados tradicionalmente de contratransferenciais – que neste contexto ganham outro sentido – interferem, possibilitando e/ou dificultando o manejo no processo de análise de determinados pacientes. Os pacientes focalizados são aqueles que tiveram as conquistas do amadurecimento anteriores ao estágio do “Eu sou” prejudicadas – psicóticos, psicossomáticos – e também aqueles que apresentam tendência antissocial.
Vera de Laurentiis (IBPW/IWA)
Psicóloga e mestre em psicologia clínica pela PUC-SP. Psicanalista pela SBPW e professora e supervisora nos Cursos de Formação em Psicanálise Winnicottiana nos Centros Winnicott de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas e no Sino-brazilian international Training Program em Beijing pela IWA (International Winnicottian Association). Escreveu o livro “Corpo e Psicossomática em Winnicott” e artigos.

Uma paciente em busca de permanência e estabilidade
Nesta apresentação tratarei do caso de uma paciente que desde o primeiro encontro deixou clara sua maior necessidade: permanência e estabilidade. Seu pedido, que poderia ser entendido de maneiras diversas, quando compreendido por meio da teoria winnicottiana deixava antever um processo de amadurecimento prejudicado por falhas ambientais severas. O que se viu em sua análise foi uma mulher apartada da vida, atormentada pelas frequentes manifestações de agonias impensáveis e que buscava meios para retomar o seu amadurecimento. Foi por meio de um cuidadoso manejo que ela começou a chegar à vida.
Saulo de Aráujo Cunha (IBPW/IWA)
Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC SP). É psicanalista, supervisiona equipes técnicas e de cuidadores de serviços de acolhimento, coordena grupo de candidatos à adoção e realiza atendimento clínico em consultório particular. É membro e docente do Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (IBPW); membro do Grupo Winnicott de Pesquisa, Estudo e Intervenção com Crianças e Adolescentes em Processo de Adoção;Membro do Núcleo Acesso do Instituto Sedes Sapientiae e participante do Grupo de Parentalidade e Adoção da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. É co-autor do livro Adoção: desafios da contemporaneidade, publicado pela Editora Blucher.

Winnicott clínico: sua carreira e seus projetos revolucionários
Iniciarei este trabalho com um relato sobre a carreira profissional e as atividades de Winnicott nas áreas de pediatria, psiquiatria infantil, psicanálise e serviço social. Em seguida, apresentarei os seus projetos para a modificação das práticas terapêuticas nessas áreas.
Z. Loparic (IBPW/IWA)
Professor titular aposentado da Unicamp. É autor de “Sobre a responsabilidade” (2003) e “Winnicott e Jung” (2014), entre outros livros. Em 2015, fundou, com Elsa O. Dias, o Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (IBPW).
REGRAS DE APRESENTAÇÃO
O trabalho científico desse evento realizar-se-á por meio de conferências online (dadas por convidados escolhidos pela comissão científica do congresso) e comunicações (selecionadas por uma comissão de avaliação dos trabalhos submetidos).
REGRAS GERAIS
  1. Aceitaremos comunicações sobre Winnicott, de preferência sobre o tema do Colóquio, mas não exclusivamente.
  2. Para submeter as comunicações, não será necessário fazer previamente a inscrição no Colóquio. Todos que tiverem seus trabalhos aprovados terão, no entanto, que efetuar suas inscrições para confirmar a participação até o dia 22/11/2021. A lista dos trabalhos selecionados será divulgada até 15/11/2021, neste site.
  3. Após o aceite do trabalho, não será permitida a troca do apresentador.
  4. Os outros autores, que desejarem estar presente à apresentação do trabalho, deverão estar devidamente inscritos no Congresso.
  5. A apresentação acontecerá em mesas redondas, compostas por dois trabalhos, cada um com 15 minutos para a apresentação. A distribuição nas mesas estará a critério da comissão organizadora do congresso.
  6. O horário da apresentação das Comunicações  é às 13h30. 
  7. Somente receberão certificados os autores inscritos no Colóquio, mesmo que o trabalho tenha mais de um autor.
ESPECIFICAÇÕES PARA O ENVIO DO TRABALHO
  1. minicurrículo de até 10 linhas.
  2. resumo para avaliação com o título do trabalho, de 200-500 palavras; documento Word 97 ou superior; formato: Times New Roman 12; entrelinha: 1,5. O argumento deve apresentar o problema central que motivou o estudo, as questões levantadas e reflexão teórica para responder ou discutir as questões apresentadas.3. Resumo (caso o trabalho seja aceito): máximo de 100 palavras, seguindo as mesmas especificações.
Havendo interesse, as comunicações aceitas e apresentadas no Colóquio poderão ser submetidas para publicação à revista Natureza Humana até 30 dias após o evento. Para essa submissão, os trabalhos devem ter uma página de rosto, na qual devem constar: identificação do(s) autor (es), título (também em inglês), palavras-chave e resumo (até dez linhas), em português e inglês. No texto não devem constar dados que tornem possível identificar o autor para que o processo de avaliação possa ser realizado pelo método duplo-cego.
Os interessados podem enviar o artigo para revistas@dwwe.com.br 
COMUNICAÇÃO APROVADA
As especificidades da escuta psicanalítica com idosos: a esperança em foco
A clínica com idosos foi, desde Freud, uma problemática para Psicanálise. Com o aumento da expectativa de vida outros olhares são necessários na contemporaneidade. Winnicott (1989/1994) em sua frase “Oh Deus! Que eu possa estar vivo quando morrer” (p. 3) carrega o ponto central de novas discussões para o envelhecimento: uma experiência que conecta a vida por completo. Traremos partes de uma entrevista feita em pesquisa qualitativa para a dissertação da primeira autora e orientada pela segunda autora. O objetivo será discutir questões da continuidade da experiência de existência de maneira integrada e esperançosa até o fim da vida.
Carolina Mourão Franco de Sá Barros (Apresentadora)
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP). Pesquisadora e membro do LAPECRI: Laboratório de Pesquisa sobre o Desenvolvimento Psíquico e a Criatividade em Diferentes Abordagens Psicoterápicas.
Ivonise Fernandes da Motta 
Professora Livre Docente, Orientadora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP). Coordenadora do LAPECRI: Laboratório de Pesquisa sobre o Desenvolvimento Psíquico e a Criatividade em Diferentes Abordagens Psicoterápicas.
INSCRIÇÕES ENCERRADAS 
*Haverá certificado de participação
VALORES
modalidade online:
Filiados IBPW: R$ 70,00
Estudantes: R$ 110,00
Profissionais: R$ 140,00
As transmissões online são realizadas via ZOOM.
O Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana, não se responsabiliza por eventuais problemas ou dificuldades técnicas do inscrito no momento da transmissão online.
Política de cancelamento de inscrição em eventos
1. O prazo máximo para cancelamento de participação é de até 07 (sete) dias de antecedência do evento.
2. A inscrição no evento somente será cancelada mediante envio de comunicação para o e-mail: admin@ibpw.org.br
3. Serão devolvidos 80% (oitenta por cento) do valor pago, até o último dia útil subsequente ao mês de realização do evento.
4. A inscrição é PESSOAL e INTRANSFERÍVEL.
5. Em caso de não comparecimento no dia do evento o valor investido na inscrição não será reembolsado, não será gerado crédito para outros eventos e não dará direito ao envio de materiais que possam vir a ser entregues no curso.

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