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I JORNADA SOBRE ADOÇÃO: WINNICOTT E A ADOÇÃO

Winnicott debruçou-se sobre o tema da adoção e dedicou-lhe três capítulos do seu livro Pensando sobre Crianças. O que disse este autor sobre tema tão relevante? Dentre os vários casos que descreveu, há algum de criança ou de adolescente adotado?
As razões que levam pessoas a se tornarem pais e filhos por adoção são diversas e complexas. Cada caso é um caso, mas, muitas vezes, há algum grau de sofrimento de ambos os lados. Que tipo de apoio, nós, profissionais que, de alguma maneira estamos envolvidos com adoção, podemos oferecer a estas pessoas para que consigam formar suas famílias?
Quais os desafios enfrentados pelos técnicos das Varas das Infância e da Juventude para promoção da adoção de crianças e de adolescentes mais velhos? Num processo tão complexo como o da formação de famílias por adoção, como respeitar a participação de todos os envolvidos: Poder Judiciário, serviços de acolhimento, famílias biológicas, pretendentes à adoção, crianças e adolescentes?
E como pensar os casos das crianças e de adolescentes que, estando em processo de adoção, mantêm contato com suas famílias biológicas?
Essas questões serão abordadas nesta 1ª. Jornada sobre Adoção, organizada pelo Grupo Winnicott de Pesquisa, Estudo e Intervenção em Processos de Adoção do IBPW.
PROGRAMAÇÃO
08h45 | Abertura 
                Saulo Cunha (IBPW/IWA) 
09h00  | Mesa 1: Adoção em Winnicott: aspectos teóricos e clínicos
  Adoção e a tendência antissocial: Ester, um relato clinico de Winnicott | Claudia Dias Rosa (IBPW/IWA)
 Uma família para uma criança | Tatiana Bacic Olic (IBPW/IWA/Grupo de Pesquisa e Intervenção em adoção)  
10h00 | Intervalo 
11h20 | Mesa 2:  O sistema judiciário no processo de adoção
 Adoção e o Sistema de Justiça |  Eliana Kawata (Vara Central da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de SP)
A Preparação de Crianças e Adolescentes Acolhidos para Adoção | Rosana Maria Souza de Barros (Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado do Pará) 
11h05 |  Intervalo 
11h20 |  Mesa 3: Família e adoção 
 Título em breve | Gabriela Galván (IBPW/IWA)
 O processo de adoção de crianças e de adolescentes que mantêm contato com suas famílias de origem | Saulo Cunha (IBPW/IWA) 
12h30 | Encerramento 
INSCRIÇÕES ABERTAS
*Haverá certificado de participação
VALORES
modalidade online:
Filiados IBPW: R$ 60,00
Estudantes: R$ 80,00
Profissionais: R$ 120,00
As transmissões online são realizadas via ZOOM.
Para se inscrever preencha o formulário abaixo com o seu nome completo.
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1
Nome completo
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Nacionalidade(País)
Profissão
Instituição
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CEPResidencial
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EndereçoComercial
Cidade
CEPComercial
Bairro
Telefone
Modalidade
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O Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana, não se responsabiliza por eventuais problemas ou dificuldades técnicas do inscrito no momento da transmissão online.
Política de cancelamento de inscrição em eventos
1. O prazo máximo para cancelamento de participação é de até 07 (sete) dias de antecedência do evento.
2. A inscrição no evento somente será cancelada mediante envio de comunicação para o e-mail: admin@ibpw.org.br
3. Serão devolvidos 80% (oitenta por cento) do valor pago, até o último dia útil subsequente ao mês de realização do evento.
4. A inscrição é PESSOAL e INTRANSFERÍVEL.
5. Em caso de não comparecimento no dia do evento o valor investido na inscrição não será reembolsado, não será gerado crédito para outros eventos e não dará direito ao envio de materiais que possam vir a ser entregues no curso.
Claudia Dias Rosa (IBPW/IWA)
Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP com a tese “As falhas paternas em Winnicott” orientada pelo professor Dr. Zeljko Loparic, analista didata do Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (IBPW), membro da IWA e do IBPW, professora e supervisora do curso de formação Winnicottiana e do curso de introdução à clínica winnicottiana desse mesmo Instituto.
Adoção e a tendência antissocial: Ester, um relato clinico de Winnicott
Explicitarei neste artigo, aspectos do entrelaçamento do tema da tendência antissocial e da adoção usando para isso um relato clínico de Winnicott. Abordarei, especialmente, a situação da criança que teve um bom começo com a mãe biológica e, abruptamente perdeu esse ambiente favorável, ocasionando consequências na linha da tendência antissocial. Procurarei demonstrar como essa perda inicial repercute na criança e consequentemente nos cuidados que ela necessitará para que o seu amadurecimento prossiga.
Eliana Kawata (Vara Central da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de SP)
Psicóloga judiciária chefe do Setor de Psicologia da Vara Central da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de SP, psicóloga formada pela USP, mestre em Psicologia Social pela PUC/SP, especialista em Administração Pública pela FGV/SP, na área de Violência Doméstica contra crianças e adolescentes pelo Laboratório de Estudos da Criança da USP e em Psicoterapia Psicanalítica de Casal e Família pelo Sedes Sapientiae.
Adoção e o Sistema de Justiça
Tópicos a serem abordados:
– o panorama da adoção no Brasil e em São Paulo;
– ECA – disposições legais sobre a adoção;
– Passo a passo do processo de adoção: trabalho com os pretendentes à adoção, trabalho com a família de origem, trabalho com crianças e adolescentes acolhidos, aproximação, estágio de convivência e o acompanhamento pós adoção.
– Adoção de crianças maiores e de adolescentes – parceria entre a Vara Central da Infância e Juventude e o Instituto Winnicott
Rosana Maria Souza de Barros (Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado do Pará)
Graduada   em   Serviço   Social   pela   Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Serviço Social – UFPA, Analista Judiciário – Serviço Social do Tribunal de Justiça do Estado do Pará: com atuação em Vara de Infância e Juventude, de 2001 a 2011, e atualmente na Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (CEIJ), a partir de 2010. Voluntária do Grupo de Estudo e Apoio à Adoção de Belém Renascer, desde sua   fundação   em   2001. Foi facilitadora de cursos de Preparação para Pretendentes à Adoção de 2007 a 2015. Coordenação da Regional Norte da ANGAAD.
A Preparação de Crianças e Adolescentes Acolhidos para Adoção
Breves reflexões sobre o início do trabalho de preparação da criança/adolescente acolhidos para adoção;
Direito da criança/adolescente acolhido à preparação gradativa para saída do serviço de acolhimento;
O Trabalho articulado  das Varas de Infância e Juventude e Serviços de Acolhimento para preparação à adoção, aproximação, estágio de convivência e acompanhamento desta fase.
Saulo Cunha (IBPW/IWA)
Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC SP). É psicanalista, supervisiona equipes técnicas e de cuidadores de serviços de acolhimento, coordena grupo de candidatos à adoção e realiza atendimento clínico em consultório particular. É membro e docente do Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (IBPW); membro do Grupo Winnicott de Pesquisa, Estudo e Intervenção com Crianças e Adolescentes em Processo de Adoção;Membro do Núcleo Acesso do Instituto Sedes Sapientiae e participante do Grupo de Parentalidade e Adoção da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. É co-autor do livro Adoção: desafios da contemporaneidade, publicado pela Editora Blucher.
O processo de adoção de crianças e de adolescentes que mantêm contato com suas famílias de origem 
Como posso fazer parte de uma nova família se me sinto ligado à minha? Se mantenho contato com meus parentes? Se, por vezes, os encontro às escondidas? Se nos comunicamos por meio das redes sociais? Se apesar de todas as tentativas de me afastarem deles, mantenho-me ligado? Como esquecê-los? Desejo esquecê-los? O que meus familiares acharão de eu ser adotado? Como meus pais adotivos reagirão ao saberem que mantenho contato com minha família biológica? Melhor então não ser adotado? Melhor arriscar? São com questões dessa ordem que, muitas vezes, crianças e adolescentes se veem no processo de adoção. E, mais ainda, não bastasse o sofrimento causado por elas, tais meninos e meninas carregam consigo, muitas vezes, a responsabilidade de “salvar” seus pais biológicos da situação difícil em que vivem, tornando-se assim pequenos adultos. Como nos diz Winnicott, não é saudável que tão grande responsabilidade recaia sobre ombros tão frágeis. Em casos assim, o processo de adoção é permeado por sentimentos de lealdade e deslealdade, ansiedade, culpa e medo, vividos, em muitos casos, silenciosamente. Nesta palestra pretende-se refletir sobre estas situações e sobre maneiras de ajudar tais crianças e adolescentes a passar por tais dificuldades.
Tatiana Bacic Olic (IBPW/IWA)
Membro do Grupo de Pesquisa e Intervenção em adoção do IBPW.
Uma família para uma criança
Há muitos elementos a serem cuidados ao longo do processo de adoção, tanto pelo lado das crianças e adolescentes como dos futuros pais. Pretendo aqui apresentar um panorama de como Winnicott pensa a adoção, que segundo ele, pode ser compreendida em duas categorias. Na primeira, encontram-se os problemas relacionados à situação em sí, quando esta transcorreu bem, com contratempos e dificuldades que fazem parte da vida. A segunda categoria, entretanto, refere-se às complicações resultantes do manejo inadequado do bebê anterior à sua chegada, que tem influência direta no seu desenvolvimento emocional.
Sendo assim, é preciso apoiar a família para que ela seja capaz de cuidar de uma criança, adaptando-se às suas necessidades, oferecendo um ambiente seguro e estável para que ela possa crescer. Por outro lado, também precisam ser preparados quanto às dificuldades que possam enfrentar e assim, poder lidar melhor com os problemas e os sentimentos que os acometerão.
Adoção é um caminho longo em direção a construção de um ambiente saudável e de relações seguras e confiáveis, sendo assim, o papel dos profissionais é fundamental, podendo auxiliar na prevenção e no tratamento, oferecendo apoio para a criança e sua família.

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